sexta-feira, 22 de outubro de 2004

"Há uma história do sufi Mullah Nasruddin, considerado tanto um bobo quanto um sábio. Ele estava fora certo dia, em seu jardim, esfarelando casquinhas de pão por sobre os canteiros de flores.
Um vizinho se aproximou e perguntou:
-Mullah, porque você está fazendo isso?
Nasruddin respondeu:
-Ah, eu faço isso para manter os tigres afastados.
O vizinho disse:
=Mas não há tigres a não ser há milhares de milhas daqui.
Nasruddin replicou:
-Eficiente, não é mesmo?"
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Cada coisa em seu lugar

A festa reuniu todos os discípulos de Nasrudin. Comeram e beberam por muitas horas, e conversaram sobre a origem das estrelas. Quando já era quase madrugada, todos se prepararam para voltar as suas casas.
Restava um belo prato de doces sobre a mesa: Nasrudin obrigou os seus discípulos a come-lo.
Um deles, porém, se recusou.
“O mestre está nos testando” disse. “Quer ver se conseguimos controlar nossos desejos”.
“Você esta enganado”, respondeu Nasrudin. “A melhor maneira de dominar um desejo, é vê-lo satisfeito. Prefiro que vocês fiquem com o doce no estômago – que é seu verdadeiro lugar – do que no pensamento, que deve ser usado para coisas mais nobres.”
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O encontro esquecido

O mullah Nasrudin, personagem central da tradição sufi, marcou um encontro com um importante filósofo de sua aldeia — mas terminou distraindo-se com outra coisa, e não chegou na hora marcada.
O filósofo, depois de esperar algum tempo, escreveu na porta da casa de Nasrudin:
“Irresponsável!”.
E foi embora. Horas depois, Nasrudin apareceu na casa dele.
— Então, você esqueceu nosso compromisso?
bradou o homem.
— Sim, esqueci, e peço desculpas. Mas, ao chegar em casa, vi que você deixara seu nome no portão, e vim imediatamente.

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