segunda-feira, 15 de novembro de 2004

Bem...voltando...

Sexta-feira, 05/11/04

Um bom período de abstinência, e quem sabe ela consiga, agora, falar um pouco da vida.
Ano cheio, atribulado, inesquecível, que eu nem vi passar. Talvez fosse melhor esquecer, talvez não. Talvez sirva de lição, talvez não. É...as vezes é só pra fazer história.
Acho que vem chegando a hora de reconhecer que a dor foi provocada. Naquela época não dava, por incrível que pareça, existe orgulho aqui dentro. [PRIDE!] Não se pode ignorar certas coisas, talvez apenas guardar por algum tempo. O que será que ela é? Apenas mais uma pseudo[psico]sado, ou também algo como a síndrome do Bathwater (sabe aquela do NoDoubt). O que você acha que ela é? Aquela que é igual? É deve ser. Bom sobre o que ela acha que é, já não sei dizer ao certo. As vezes livre e desimpedida, talvez um pouco igual, mas as vezes, só perdida.
Ela foi no cinema há um tempo atrás, e o filme tinha potencial, mas não tinha drama o suficiente. E ela saiu no meio da sessão. Gastou dinheiro a toa. Mas escondido, no fundo do porta-treco, ela guarda algum dinheiro, e mais um outro bilhete para aquela sessão da matinê, aquela que fica lá em cartaz.

[o que será que fizeram com aquele coração que te roubaram? Ou será que foi dado?]

Tem outro filme, mas esse nem foi feito, nem lançado ainda. O que se tem é apenas os atores principais.
Já não sou mais criança pra mentir que pra você as portas estarão sempre abertas. Então saiba que o horário comercial termina às 18:00, eu não sei que horas são, preferi jogar o relógio fora, mas sei que 18:01 eu fecho as portas. E se você não vier mais, ao menos ligue avisando.
Ela queria ao menos a alegria de saber que mesmo longe ela é importante, e se não é, que tenha sido.

“Eu sei que você crê que entende aquilo que eu digo. Eu não sei se o que você entende era o que eu queria dizer”


Terça-feira 09/11/04

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”

Surpreendentemente a coisa muda de figura, e um instante antes de cada ação insana o acaso te coloca alguma coisa no caminho.
Quem diria que algo assim aconteceria? Hein, quem? Eu que não era. Na verdade as vezes é até difícil ter certeza. Mas aquele desejo mais profundo, há pouco liberado para ouvidores de plantão, começou com o pé direito para ser concretizado. Até parece que tem eco na cidade.
Mas como já é costume e até uma medida de segurança, o pé atrás existe. Por que, não é muita coincidência te falarem exatamente o que você queria ouvir? Não seria muito fácil interpretar dessa forma? Don’t lose your mind girl! Não misture as coisas, lá no fundo você sabe até que ponto o terreno é sólido. È só não pegar o atalho, aparentemente fácil, do “...fingir e rir...” Não, não. Acho que já se tomou consciência e já se sabe o que fazer. O necessário é apenas a serenidade.
Saber de certos detalhes faz bem pra alma, por coração e pro ego. Tem certas coisas que precisam ser ditas, pra que não haja mal entendidos. Falar claro e abertamente sempre é uma opção. E quando todas as partes envolvidas resolvem fazer isso ao mesmo tempo, as conversas, longas conversas, se tornam o principal motivo das soluções!
Quem sabe, não é mesmo?!
Cada um tem seu tempo, seu momento.
E também, lá no fundo, a gente sabe, não é bem o momento, nem pra mim!



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