domingo, 27 de março de 2005
"Tudo o que é reto pode entortar. Pelo fato de ser simultaneamente sapiens (inteligente) e demens (demente), o ser humano vive uma ambigüidade estrutural. Seu bem nunca é inteiramente bom. Seu mal jamais será totalmente mau. Mesclam-se bem e mal, dia-bólico e sim-bólico, insensatez e sabedoria, cuidado essencial e descuido fatal. Essa situação é, em sua totalidade, insuperável. Devemos carregá-la com realismo. Nem chorar sobre ela, nem rir dela. Apenas apreender as lições que revela. Somos seres da incompletude. Não somos Deus. Devemos exercer a compaixão para conosco mesmo."
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