Take care,
I hope never to see you here,
bye, bye,
I promise not to cry,
bye, bye..
quarta-feira, 25 de maio de 2005
sexta-feira, 20 de maio de 2005
porque já era hora
Já era hora de escrever de novo, já tá na hora de falar de novo. Chega um momento que a gente tem plena consciencia do que sente, ao contrário daqueles momentos cheios de dúvidas e incertezas.
As pessoas dizem que já tá mais do que na hora de não precisar fugir nem se preparar, e realmente está. Sinceramente, já está acontecendo isso, mas como de tudo fica um pouco, acho que pra sempre certas coisas vão ficar, até que se resolva os mal-entendidos, os mal-resolvidos, os mal-acabados, ou não. O resíduo fica ali no canto, despertado por algumas coisas, provocado por outras, ou adormecido por muitas coisas.
Mas nada como um conselho de vó, e um dito popular...verdade.
Às vezes a gente pára e pensa por que não eu? E outra hora a gente sabe que não simplesmente porque não. E vê o outro lado, e enxerga outros horizontes, e canta novas músicas, vive novas coisas....mas aquela música nunca vai deixar de tocar, aqueles tempos nunca vão poder ser apagados, certas lembranças e fatos nunca vão ser esquecidos, e isso é bom. É bom ter passado, todo mundo tem, é bom ter história pra contar aos netos décadas depois. Mas também é bom seguir em frente, não tropeçar no caminho. É muito importante conhecer pessoas. É essencial.
Enfim, o mundo realmente dá muitas voltas, mas nem sempre pára nas mesmas arestas, às vezes até pode parar, isso pode ate demorar, mas às vezes ele descobre arestas novas, prontas pra serem trilhadas, construídas. É bom saber que tudo acontece no seu próprio tempo, mas isso não significa cruzar os braços e sentar no sofá pra assistir tv. É bom que se corra atrás também, seja do prejuízo, ou do lucro certo.
O texto aí em baico, do Arnaldo Jabour, recebi hoje da minha irmã no email, e acho que vale à pena postar, por seu valor de utilidade pública e não porque seja algo essencialmente expressivo no momento, o que não é, pelo menos não compeltamente.
"Amores mal resolvidos"
(Arnaldo Jabor)
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: Lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.
As pessoas dizem que já tá mais do que na hora de não precisar fugir nem se preparar, e realmente está. Sinceramente, já está acontecendo isso, mas como de tudo fica um pouco, acho que pra sempre certas coisas vão ficar, até que se resolva os mal-entendidos, os mal-resolvidos, os mal-acabados, ou não. O resíduo fica ali no canto, despertado por algumas coisas, provocado por outras, ou adormecido por muitas coisas.
Mas nada como um conselho de vó, e um dito popular...verdade.
Às vezes a gente pára e pensa por que não eu? E outra hora a gente sabe que não simplesmente porque não. E vê o outro lado, e enxerga outros horizontes, e canta novas músicas, vive novas coisas....mas aquela música nunca vai deixar de tocar, aqueles tempos nunca vão poder ser apagados, certas lembranças e fatos nunca vão ser esquecidos, e isso é bom. É bom ter passado, todo mundo tem, é bom ter história pra contar aos netos décadas depois. Mas também é bom seguir em frente, não tropeçar no caminho. É muito importante conhecer pessoas. É essencial.
Enfim, o mundo realmente dá muitas voltas, mas nem sempre pára nas mesmas arestas, às vezes até pode parar, isso pode ate demorar, mas às vezes ele descobre arestas novas, prontas pra serem trilhadas, construídas. É bom saber que tudo acontece no seu próprio tempo, mas isso não significa cruzar os braços e sentar no sofá pra assistir tv. É bom que se corra atrás também, seja do prejuízo, ou do lucro certo.
O texto aí em baico, do Arnaldo Jabour, recebi hoje da minha irmã no email, e acho que vale à pena postar, por seu valor de utilidade pública e não porque seja algo essencialmente expressivo no momento, o que não é, pelo menos não compeltamente.
"Amores mal resolvidos"
(Arnaldo Jabor)
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um Amor Mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação. Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim. Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que Não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: Lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim. Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. E tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim. Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores. Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.
quinta-feira, 19 de maio de 2005
sábado, 7 de maio de 2005
Saudades
Eu tenho saudades de tudo que
marcou a minha vida . Quando vejo retratos,quando sinto cheiros,quando escuto uma voz,quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,de pessoas com quem não mais
falei ou cruzei...Sinto saudades da minha infância,do meu primeiro amor,do meu segundo, do terceiro,do penúltimo e daqueles
que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,lembrando do passado
e apostando no futuro...Sinto saudades do futuro,
que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso
que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles
que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada
contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que
existiram mas que se soubesse,com certeza gostaria de experimentar
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de
experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me
amava fielmente,como só os cães são capazesde fazer,
dos livros que li eque me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar
das coisas que vivi e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade deencontrar não sei o que,
não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem seio que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia
estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,
mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora,
lá no fundo, possa ser poliglota
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,espontaneamente,quando estamos
desesperados,para contar dinheiro,fazer amor e declarar sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos
Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.Talvez não exprima, corretamente,a imensa falta que
sentimos de coisas ou pessoas queridas.E é por isso que eu tenho mais
saudades...Porque encontrei uma palavra para
usar todas as vezes em que sinto este
aperto no peito, meio nostálgico, meio
gostoso, mas que funciona melhor do
que um sinal vital quando se quer
falar de vida e de sentimentos.Ela é a prova inequívoca de
que somos sensíveis, de que amamos muito o que
tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos
ao longo da nossa existência...
Sentir saudades ,é sinal de que se está vivo!
(autor desconhecido-para mim)
Eu tenho saudades de tudo que
marcou a minha vida . Quando vejo retratos,quando sinto cheiros,quando escuto uma voz,quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,de pessoas com quem não mais
falei ou cruzei...Sinto saudades da minha infância,do meu primeiro amor,do meu segundo, do terceiro,do penúltimo e daqueles
que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,lembrando do passado
e apostando no futuro...Sinto saudades do futuro,
que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso
que vai ser... Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles
que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada
contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que
existiram mas que se soubesse,com certeza gostaria de experimentar
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de
experiências... Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me
amava fielmente,como só os cães são capazesde fazer,
dos livros que li eque me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar
das coisas que vivi e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade deencontrar não sei o que,
não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem seio que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia
estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,
mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora,
lá no fundo, possa ser poliglota
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,espontaneamente,quando estamos
desesperados,para contar dinheiro,fazer amor e declarar sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos
Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.Talvez não exprima, corretamente,a imensa falta que
sentimos de coisas ou pessoas queridas.E é por isso que eu tenho mais
saudades...Porque encontrei uma palavra para
usar todas as vezes em que sinto este
aperto no peito, meio nostálgico, meio
gostoso, mas que funciona melhor do
que um sinal vital quando se quer
falar de vida e de sentimentos.Ela é a prova inequívoca de
que somos sensíveis, de que amamos muito o que
tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos
ao longo da nossa existência...
Sentir saudades ,é sinal de que se está vivo!
(autor desconhecido-para mim)
domingo, 1 de maio de 2005
palavras ao vento
e meio ano [quase] se passou. começou sim, começou. começou, passou, e acabou. ou nao. ainda nem acabou. talvez nem tenha começado. talvez nem tenha passado. talvez ainda nao seja 1º de maio. quando será que vai ter que ser? nunca talvez. as vezes já foi, e como a vida corre e o mundo se preocupa com o futuro, eu nao tenha percebido. mas nao pode ter sido; nem pode estar sendo. nao era pra ser assim. nao é assim que tem que ser. e sabe assim, não é flamengo não, mas uma vez creep, sempre creep. inevitável caro amigo. tudo sempre está mais alto do que minha mão alcança. tudo sempre tem alguns degraus a mais que eu. tudo. sempre. ou será que sou eu que coloco as coisas alto demais? só sei que até hoje não aprendi a corrigir algumas coisas. algumas coisas ainda acontecem atropelando tempos alheios. talvez tenha sido o desespero de querer ao menos uma vez não entrar na sala de espera e ir direto ao consultório sabe. parece que ela é sempre tão perfeita que ninguém se acha digno. ou sempre tão incompleta que pra ninguém basta. tem sempre uma imperfeiçao inevitável pra quem ela olha. ou uma perfeição irresistível. cause' everybody wants everybody else, everybody wants, everybody else. fazer o quê. não sou eu que guio o mundo, nem minha bicicleta eu sei guiar direito, mas as coisas nem são tão assim. nem tão ruim quanto parece. nem tao nem aí quanto eu gostaria de fazer parecer. o negócio é que, por incrível que pareça, a àrvore definhou mais rápido do que se esperava. e uma outra floresceu antes da primavera entende? eu sei que as coisas estão bem claras aqui. talvez eu saiba que esse tipo de coisa nao agrade. mas é pra mim que eu escrevo, sem ofensas a quem lê. talvez eu precise falar disso...talvez não. já ouviram head over feet, da alanis? ...ouçam... [tem uam gaita fenomenal! tsc tsc] talvez seja esse um resumo, ou uma pesca mal feita, do que se passa na cabeça dela. faltam coisas? faltam, muitas. mas, quem sabe dia 2. eu sei que não se deve deixar as coisas pra depois. mas é que já está tarde, tem aula amanhã. e quem sabe amanhã tudo o que foi dito hoje, já não tenha mudado?! o mundo dá voltas......
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