sexta-feira, 8 de julho de 2005

Faz tempo que não escrevo. Faz tempo que penso pouco, ou demais, e deixo pra lá. As coisas acontecem, vão se atropelando pelo caminho. Pelo meu caminho. Não vai nada ruim não, pode acreditar, as coisas vão até muito bem obrigada, diz quem a vê passar. Mas tem alguma coisa fora do lugar, tem alguma peça fora do encaixe. Faz frio lá fora e parece que ele congela aqui dentro . E só por hoje (ou amanha e depois....) não quero esse frio ingrato.
É o quê? Lerdeza, burrice, teimosia? Coisa boa não pode ser, não faz bem mesmo.
É o quê? Lerdeza, burrice, teimosia? Coisa ruim não é...faz tão bem.
Assim se divide desigualmente um coração, um sentimento (dois, três...), uma idéia fixa. Talvez o Alaska fosse uma alternativa, mas com a cotação de inverno em baixa pode ser o Hawaí. Tá, não precisa exagerar. Acho que não tem lugar pra creeps-em-estado-não-creep-com-crise-creep, ou pra mim, no mundo. É que não venta, não chove, não relampeja. Mas também não tira aquela manchinha negra do Sol que está nascendo. Pelo amor de Deus, passa um paninho com veja-multi-uso nessa macha...
Sabe quando dormir, e acordar só quando o corpo pedir, é a única coisa que pode te salvar de uma semana de stress, mal-humor e tristeza? Esse Sol pode salvar uma vida se salvar essa fase. Não se pode viver pensando que muito não é o bastante e que você nunca vai conseguir ser. Recuse-se. E se já se recusou e alguma coisa ainda insiste em não se recusar, peça ajuda ao Sol. Eu digo e repito: eu me recuso. Agora Sol, dá uma ajudinha aí... Esse Sol já vem salvando faz um tempo, esquentando nos dias mais frios, alegrando nos mais tristes. Sem o Sol o mundo acaba, já teria acabado. Por dias...por tempos...pra sempre talvez. Por isso Sol, não some não. Mesmo que nas noites mais frias você durma longe dos grandes olhos...Vê se volta toda manhã, e faz a vida aqui amanhecer sorrindo.

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