segunda-feira, 18 de julho de 2005

pequeno manual de AUTO-ajuda

Você já pensou em quantas coisas você já deixou passar?
Quantos amores, quantos amigos, quantos sábado na casa da vó, quantos domingos tomando sorvete... Já parou pra pensar?Já percebeu quantas manhãs você perde dormindo? Quantas Luas cheias você esqueceu de admirar, quantas estrelas você deixou de contar? Faz quanto tempo que você não lê um livro? Hein, quanto? Às vezes a gente vai vivendo muito preocupado com o que vai ser do futuro, ou muito apegado ao que aconteceu no passado. E o presente onde fica?
Às vezes você pode pensar que o tempo está passando rápido demais, e que as coisas não estão acontecendo, mas pode ser que você não esteja prestando atenção. Pode ser que esteja sonhando demais e aproveitando de menos, e fazendo de menos. Tem horas que tudo parece perfeito, e passa um tempo isso tudo cai a baixo e você acha que está num mar de problemas. E muitas vezes nada mudou, além de você mesmo.
Vive caindo em contradição, pensa muito e quando faz alguma coisa costuma extrapolar, pisar na bola. Ta na hora de você rever seus conceitos, diz o carro novo na TV, mas não custa nada rever de verdade. Acertar o juízo, entender os pensamentos, seguir bons conselhos, os de mãe talvez, os de amigos, o seus, aqueles que você finge que não conhece. Ficar olhando fotos e ver a alegria que não quis, ou ficar lembrando o que quer, e precisa, esquecer só vai fazer piorar as coisas. È melhor não se apegar à felicidade que deixou passar, nem aos problemas que se evitou. Concentre-se em evitar novos problemas e aproveitar as felicidades. Cada um tem sua felicidade...seus momentos felizes...não adianta achar que o momento de um poderia ser seu, ou que o seu corre o risco de ser de outro. Ninguém fica feliz vivendo o que não quer, vivendo a felicidade que não lhe pertence. O que é feliz pro outro pode ser a angústia pra você. E ninguém fica feliz sozinho, nem que seja o passarinho de estimação, mas algum outro elemento sempre vai existir num sentimento de felicidade. Prestar atenção nas coisas de verdade, nos livros pela metade, nas manhãs de céu azul. Saber que a gente sempre pode relembrar bons momentos, e construir alguns bem melhores. Saber, principalmente, que não se pode adivinhar pensamentos alheios, nem julgá-los por palavras soltas, nunca se saberá o que o outro pensa verdadeiramente, mas a gente pode perguntar, e chegar mais rápido à conclusão mais confiável que se pode ter. Não vale sofrer por antecipação, na verdade nem ser feliz com o incerto. Ou se perde tempo sofrendo enquanto poderia aproveitar, ou se perde tempo sofrendo pelo tombo que se poderia evitar. Saber ser sem desesperar. Sendo bom ou ruim, é isso que se tem que fazer, ou pelo menos tentar.

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