domingo, 4 de junho de 2006

não era o mesmo mundo. não, não era. o caminho parecia estranho aos olhos tão antigos, as pessoas não correspondiam àquilo que já se conhecia. o céu estava tão diferente...
...os vinte minutos, antes tão mal aproveitados, duraram por uma hora de pensamentos perdidos entre o tempo e o espaço de seus dias atribulados e cheios de qualquer coisa que não fosse interessante. a necessidade era tão grande, a necessidade de reaproximação com um sei-lá-o-que mais importante, um não-sei-o-que mais existente...
...ela achou estranho quem em pouco tempo tinha mudado tanto, a ponto de não se surpreender com o cachorro com fome da esquina. aquilo doeu. era preciso pensar, mais um pouco, e pensar de novo. mas a viagem acabou, a rua escura e o ventoi frio duraram pouco demais. e ela esqueceu daquele mundo que viveu por uns instantes.

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