E só porque eu falei das coisas boas no ontem, não quer dizer que eu não possa falar da falta delas no hoje.
De repente um aperto no peito. E um estalo. Idéias e frases que talvez fossem escritas se a situação fosse a mesma, aparecem assim, como se já estivessem por aqui há tempos, e só agora encontraram o caminho.
Um dia aquilo que é deixa de ser, aquilo que foi, deixa saudade (e frases paradas no peito), e aquilo que não era tenta ser. Mas ao contrário do que seria certo, o que não era tenta ser com tudo, e claro, nao acompanha, mas tenta ser internamente, o externo não vê. Aquilo que chegou a ser talvez não seja mais, talvez tenha desistido, mas está tão enraizado que ainda rende apertos. Apertos que se juntam com os inevitáveis apertos daquilo que não chega a ser, montando aquela velha e incômoda situação. São os apertos dos erros cometidos, junto com os dos erros futuros, que talvez nem sejam erros.
Aquilo tá martelando lá dentro. Será mesmo? Acho que não tem esse poder, nada conseguiu ter. Eu simplesmente não estou é vendo a graça daquilo tudo, aliás tenho é achado certas coisas muito sem graça. Elas acham que é por isso, é duro admitir, mas no fundo eu talvez concorde.
O mais difícil é que o que eu sempre quis que acontecesse, que minhas cartas chegassem, e nunca acontecia, agora é inevitável e tenho um certo medo disso.
Como não ser assim? Não seria eu se nao fosse como é, e talvez aí nem chegasse a ser. Então, talvez o processo deva começar de dentro pra fora, pois quando é transparece, e se tem dúvida não agrada.
"...o que era já não era mais...e o que antes eu não entendia agora é ouro pra mim..."
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