segunda-feira, 4 de abril de 2005

é abril no fim do mundo

Chegou abril, chegou o outono, mas como juiz de fora tem as 4 estações num dia, isso ainda nao fez diferença.
O que faz diferença mesmo, é aquilo que anda faltando por aí, noção das coisas, respeito, compaixão, responsabilidade, compromisso com as pessoas, e quando eu digo isso, eu não falo da amiga da vizinha da garota que perdeu o namorado pra filha do dono do bar, porque isso é normal e acontece desde o inicio dos tempos. eu to falando é da mãe e do pai, esquecendo do amor maior pelos seus filhos, dos filhos e filhas, esquecendo da eterna relação com os pais, da sociedade individualista, esgoísta. É o mundo que anda doente, dos pés, da cabeça, do coração...
E é nessas horas que os bons amigos se agarram uns nos outros e descobrem que família é quem está do seu lado, família é quem você escolheu pra andar lado a lado contigo, e merece essa posição.
Nessas horas, a gente começa a pensar muito em como tem gente perdida no mundo, porque o mundo ainda se perde, e se perde...cada vez mais.
E ai ai ai, as vezes cansa essa rotina de vai e véns, esse aperto incontrolável, esse apego instantâneo, aquele medo inevitável, aquele sorriso maroto que escapa no canto da boca sem que ninguém perceba, aquele sininho tocando, pequenas e grandes coisas...porque é tão forte que chega a doer, e tão tranquilo que nem dói.
Esperanças, perspectivas e expectativas são coisas amigas e traiçoeiras na mesma medida. Em todos os aspectos da vida de uma pessoa, esperar do outro o que você faria, e não esperar aquilo que você não seria capaz de fazer, é um erro fatal...para alma, mente e coração.
A palavra da vez é caos, teoria do caos, aquilo que você faz de bom aqui, reflete melhor ainda acolá, aquilo que você faz de ruim lá, causa tragédia do lado de cá.
"...eu sei que isso e o fim do mundo"
Tome morfina planeta Terra!

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